Historia da Criação da ESI

A ESI - Educação Scalabriniana Integrada nasceu a partir de uma grande necessidade de olhar os desafios atuais de uma nova maneira e de uma necessidade dos Colégios da Província Nossa Senhora Aparecida que demonstravam vontade em trabalhar de maneira mais sistematizada.

 

No seu início, a ESI significava a integração das Unidades Educacionais mantidas pela Província Nossa Senhora Aparecida – São Paulo – Brasil, da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo - Scalabrinianas. A mantenedora da ESI era a Associação Educadora e Beneficente.

 

A criação da ESI começou como uma semente, lançada ainda em meados de 1996. Veja os dados a seguir.

 

Primeiros Passos:

“De Deus e só de Deus esperais a recompensa e que nunca abandonareis as fadigas até que existam infelizes a consolar, ignorantes a instruir, pobres a evangelizar. Almas a salvar”.

(Beato João Batista Scalabrini)

 

Julho de 1996: A Província Nossa Senhora Aparecida lançou o Caderno “Educação”, que apresentava dados históricos e motivava a reflexão em torno da Educação nos moldes scalabrinianos. O documento provocou muito interesse por parte das Irmãs que se dedicavam à missão educativa e as respostas aos questionamentos nele apresentados foram muito pontuais e expressivas no sentido de que algumas mudanças metodológicas seriam necessárias para que essas escolas fossem expressões vivas do Carisma, Espírito e Educação Scalabriniana.

 

Em 1999, Irmã Inês Boggio era a superiora da comunidade da Escola São Carlos Borromeo, em Curitiba, Estado do Paraná e trabalhava também como tesoureira da Escola. Inserida na realidade curitibana, Irmã Inês, junto com assessores, percebeu a força e o trabalho das redes de ensino que ali atuavam. Em Curitiba nasceram e funcionam grandes redes de ensino e, naquela época, outras mais, sobretudo ligadas à congregações religiosas, estavam se formando. Por que? Qual era a motivação e quais os resultados concretos dessa integração, dessas parcerias?

 

Em junho de 1999, esses assessores, a pedido da Irmã Inês, começaram a levantar dados referentes a integração e formação de redes de outras congregações. A pesquisa se deu, em primeiro lugar, junto a AEC (Associação das Escolas Católicas), regional de Curitiba, onde ficou muito claro que “a escola católica que hoje se mantiver isolada, tende a enfraquecer e perder terreno frente ao mercado”. O segundo passo foi visitar os colégios e casas provinciais de entidades religiosas que estavam caminhando num processo de integração para pesquisar as causas e definir pistas de ação. Nesta pesquisa, constatou-se que os religiosos no campo da educação haviam tomado decisões diversas: alguns grupos (com mais unidades escolares) uniram-se entre eles, num esquema de parceria, e criaram uma rede própria (como os maristas, as Irmãs de Sion, os franciscanos, os salesianos, as Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, etc...).

 

Outras congregações estabeleceram convênio com grandes redes de ensino leigas (como foi o caso do Pitágoras-Colégio Madalena Sofia). E outras emprestaram a sua marca como estratégia de apoio às escolas de educação infantil.

 

Diante de todas essas realidades, e consciente de todas as dificuldades que as escolas da Província enfrentavam, Irmã Inês, munida de todas essas informações, achou que era hora de levar essa discussão para o âmbito provincial. Naquela época, o governo provincial estava formado por: Irmã Neuza Botelho dos Santos (Provincial); Irmã Neusa de Fátima Mariano; Irmã Oneide Helena Potrich; Irmã Maria Lélis da Silva e Irmã Emídia Sandron. O Conselho Provincial acolheu a ideia com muito interesse e decidiu expandi-la para toda a Província, a fim de que uma profunda reflexão pudesse ser feita sobre a possibilidade ou não da realização desse projeto.

 

Após isso, para agilizar o processo, o governo provincial deu início a uma série de reuniões destinadas à discussão do assunto. As reuniões, atas e o desenrolar dos fatos, você pode ler neste libreto:

Na reunião de 1º de outubro de 1999, com a presença das diretoras e tesoureiras dos estabelecimentos escolares, o Governo Provincial apresentou o assunto, referente a um projeto de integração dos colégios da Província Nossa Senhora Aparecida. E para dar início à reflexão, bem como possibilitar um ponto de partida, Irmã Inês se responsabilizou em estabelecer contatos com os colégios, entidades e outros que atuavam no setor educativo, e que possuíam experiência nesta área, para auxiliar a Província Nossa Senhora Aparecida nessa reflexão.

 

Em novembro-dezembro de 1999, foi elaborado por Irmã Inês Boggio, Irmã Neusa de Fátima Mariano e assessores, um material de estudo e questionamento para ser enviado aos Colégios, através de carta de Irmã Neusa de Fátima Mariano, então coordenadora Provincial do Organismo do Apostolado.

 

A carta datada de 03 de fevereiro de 2000, estava acompanhada de um anexo, um material elaborado que constava de uma reflexão, e a segunda parte de um questionário, que deveria ser estudado, respondido e apresentado na reunião seguinte.

 

Nos dias 04 e 05 de março de 2000, no Colégio São José, em Santo André, Estado de São Paulo, aconteceu um encontro da Superiora Provincial e Conselho, diretoras das escolas e Irmãs ligadas à educação que pode ser considerado o “vai” para a formação da ESI. Como foi dito anteriormente, Irmã Inês ficou de buscar informações junto aos grupos que trabalhavam de maneira integrada. Então, houve a apresentação da pesquisa feita pelas Irmãs referente à Integração Educativa que estava sendo realizada por outras Congregações.

 

A congregação que se pareceu mais próxima à realidade vivida pela Província Nossa Senhora Aparecida no setor educativo, na época, foi a das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus. Então, a Irmã Neli Faccin, Assessora de Educação do CIESC (Centro Integrado de Educação Sagrado Coração) e uma das criadoras da rede de ensino das Apóstolas, foi convidada a vir a Santo André para esta reunião. Ela participou do primeiro dia do encontro e apresentou os passos que haviam sido dados durante o processo de integração das Escolas das Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, que culminou com a criação do CIESC.

 

Tal partilha encorajou as diretoras dos colégios da Província Nossa Senhora Aparecida que viram na integração um caminho concreto de otimizar e fortalecer sua ação missionária e pastoral no campo da educação.

 

Implantação das Escolas:

Para implantar a rede ESI, bem como sua logomarca e todas as inovações que tal integração comportaria, organizou-se uma festa de lançamento para cada colégio. Além disso, foram programadas gincanas com os alunos, resgate dos valores scalabrinianos, encontros formativos para os professores e, evidentemente, a apresentação de todas essas mudanças. Cada diretora organizou uma festa levando em consideração o que tinha como mais apropriado para a realidade local. Estes lançamentos surtiram efeitos variados em cada colégio e pode-se concluir que na maioria deles esse lançamento foi importante para a definição e divulgação da nova marca.

Passado o momento do lançamento coube a cada diretora e sua equipe manter um dinamismo para consolidação da marca ESI e agregação dos valores scalabrinianos à mesma.