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São Paulo - Domingo, 5 de Setembro de 2010
 
Hostória da AEB - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
História da ESI - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Proposta Filosófica - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Proposta Pedagógica - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Diretrizes - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Educação Infantil - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Ensino Fundamental - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Ensino Médio - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
A Arte de Estudar - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Perfil do estudante - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Nossa Senhora Auxiliadora - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Nossa Senhora de Belém - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Santa Teresa - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Sao Carlos Borromeo - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Sao José - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
 

Fique por Dentro - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Fique por Dentro

Scalabrini e a Devoção ao Santissimo Sacramento - ESI - Educação Scalabriniana Integrada - Sociedade Educadora e Beneficente da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, sempre reconheceu na educação um aspecto fundamental para alcançar a vida plena e abundante, prometida por Jesus Cristo nos Evangelhos. - São Paulo - SP -
Scalabrini e a Devoção ao Santissimo Sacramento

Beato João Batista Scalabrini

Bispo e Fundador
 
 
MSCS - Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas
 
Série de publicações extraídas dos escritos de Dom Scalabrini sobre temáticas da vida espiritual e pastoral. O objetivo é o de dar a conhecer o pensamento de Scalabrini, a fim de redescobrir a sua fecundidade para nutrir a vida espiritual e pastoral antes de tudo de quem leva o seu nome e depois também de Bispos, Sacerdotes, Religiosos e Leigos da Igreja de Deus. Os textos de Scalabrini, antologizados, têm uma autonomia de pensamento e são introduzidos por notas explicativas aptas para evidenciar a vitalidade.
A iniciativa quer facilitar a difusão do conhecimento de Dom Scalabrini e suscitar devoções para um bispo santo.
 
Scalabrini e a devoção ao SS. Sacramento
 
O amor à Eucaristia “foi a nota mais característica da espiritualidade” de Scalabrini (Francesconi). Na Carta MSCS - Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianaspastoral para a Quaresma de 1902, sobre a devoção ao SS. Sacramento, temos uma espécie de testamento espiritual, que nos faz compreender o seu ardente amor pela Eucaristia. Esta Carta quer resumir para o povo e para o clero a essência do Sínodo celebrado dois anos antes.
É importante recordar que a celebração, no final do século, do Sínodo dedicado à Eucaristia, quis ser um programa de época e ao mesmo tempo um augúrio para o novo século (Veja aqui, a “Dedicatória ao Sínodo” e a carta de indicação do mesmo e também o “incipit” do Sínodo, em que se fala da Eucaristia como de “esperança e auspício para o século XX”). São importantes e ao mesmo tempo comovedoras as palavras de abertura e de encerramento da Carta Pastoral, sobretudo, se lembramos da discrição que Scalabrini tinha de manifestar os seus sentimentos. Ele, na abertura da Carta, diz ter celebrado o sínodo eucarístico “com grande alegria nos nossos corações” (belo também o “pluralis maiestatis!”) e no encerramento apresenta-se como “aquele pai que para acender-nos de amor para com Jesus Sacramentado, com prazer, seria capaz de dar o sangue e a vida”!
E ainda: “Quando, o Senhor na sua infinita bondade e misericórdia, me concederá de ver profundamente enraizada a devoção eucarística na minha diocese, então não me restará outra coisa a fazer do que exclamar com o Profeta Simeão: Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz... porque meus olhos viram o Salvador dado por ti (Lc 2, 29-30), amado, agradecido e venerado por aqueles que estão no tempo e serão na eternidade, a minha alegria e a minha coroa”. Semelhante sentimento vem expresso também no Sínodo de 1889: “Este é o nosso maior desejo: que no espírito de todos os nossos filhos possa entrar e laçar profundas raízes uma sólida e salutar devoção ao SS. Sacramento; e a nossa alegria será perfeita quando se poderá dizer de nossa Igreja: Os teus filhos são como rebentos de oliveira em redor da mesa de Cristo” (Sínodo pg. 58).
A pastoral tem uma estrutura muito simples: a devoção eucarística consta de uma “sólida e profunda instrução” sobre o mistério eucarístico e de uma “prática” com que se canta “um hino perene de bênção e de louvor” à eucaristia. Esta parte prática compreende todos os atos do culto eucarístico particular e público que vão desde a Visita ao SS. Sacramento, à adoração noturna, à adoração perpétua (culto particular); à celebração de Corpus Christi, das Quarenta horas, da Primeira Comunhão e do Viático, da Santa Missa como sacrifício, mais do que  como sacramento (culto público).
É importante notar a definição scalabriniana da devoção eucarística. Ela “consiste num ato piedoso do coração, numa vontade eficaz de dedicar-se generosamente a tudo aquilo que pertence ao culto eucarístico”.
A segunda parte da definição refere-se à eucaristia como “devotio, como quaedam voluntas prompte se tradendi ad ea quae pertinent ad famulatum Dei” (uma vontade de dedicar-se com prontidão àquilo que pertence ao serviço de Deus); um coração piedoso é a característica conhecida desta devoção scalabriniana, um modelo mais próximo de Santo Agostinho e São Boaventura do que de São Tomás de Aquino, mais afetiva do que intelectiva. Parece-me que a própria MSCS - Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianasfórmula de interpretação é dada por Scalabrini no final da carta: “Suplico-vos, se não vos sentis chamados a uma vida profundamente interior e de alta contemplação, ficai, todavia com Jesus sacramentado no ser e no agir, sozinho e em público, agora e sempre.” Esta devoção concretiza-se com as várias devoções e com um traço espiritual impresso na ternura e na gentileza com relação à humanidade de Cristo e na “acessibilidade” de Deus, que sobre o altar não “está entre os raios e trovões, como apareceu a Moisés no Sinai, mas como um mestre, um pai, um esposo, um amigo, para espargir sobre todos graças e bênçãos”.
Todavia, a fim de evitar equívocos, esta devoção não é sentimentalismo, mas “triunfo do espírito sobre a carne, da caridade sobre o egoísmo, da fé sobre a orgulhosa razão”, e é alimentada pelo sangue do Redentor imolado na cruz” (36), isto é, heróica.
Estas páginas expressas “com palavra simples e clara” têm uma inspiração particular, uma palavra que comunica a verdade e o renovado estupor expresso “na memória de todas as maravilhas de um Deus bom e misericordioso”. É uma palavra que conduz à perfeição o desejo inicial da Carta: “Oh! Que a minha pobre palavra seja um raio daquele sol que, penetrando nas vossas mentes, os faça caminhar na admirável luz de Cristo; seja uma centelha daquele fogo, que, inflamando os vossos corações, os faça arder de amor por Emanuel, o Deus conosco, escondido sob as espécies sacramentais”.
 
Os milagres da Eucaristia
 
“A sólida e profunda instrução” dos fiéis sobre o mistério eucarístico é um dever dos Sacerdotes. Não se ama aquilo que não se conhece e, portanto, é urgente “iluminar as mentes dos homens”, para que conheçam e amem. A insistência de Scalabrini (“Falai freqüentemente... Explicai com freqüência... Mas se é rigoroso dever dos sacerdotes falar com freqüência aos fiéis, tudo o que se relaciona à Eucaristia...) há, por outro lado, algo de paradoxal: “Precisa pregar a divina Eucaristia no tempo (oportuno e inoportuno! como diz São Paulo) em todo lugar e sempre”!
 
O conteúdo da catequese é um resumo eucarístico que sintetiza os capítulos I-IV da Primeira Parte do Sínodo. A Eucaristia “é a obra-prima da mente e do coração de Deus”, é, ao mesmo tempo, o Gólgota e o Tabor, o Getsêmani e a manhã da Ressurreição! É um “milagre”, mais ainda, um conjunto de “milagres da sabedoria, da potência e da bondade divina”.
Não se esqueça o intenso lirismo com que se enumeram estas teses, que não são dados teológicos, mas “mirabilia Dei”, “o alimento mais suave ao intelecto, a delícia mais cara ao coração.”
Por ela não podemos nos lamentar nunca mais de não termos sido contemporâneos de Jesus, seus ouvintes emMSCS - Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas Cafarnaum e comensais em Tiberíades, porque “toda terra tornou-se morada de Deus”: relevante conceito sob aspecto teológico, que retorna por bem três vezes na Carta.
 
A catequese tem a finalidade de estimular a devoção, a prática, o amor. Não é uma lição “abstrata, especulativa”, ascética, mas envolvente. Preocupação essa também expressa no Sínodo: “Estas instruções sejam institucionalizadas e bem sólidas, com suas conseqüências dogmáticas, litúrgicas e morais; não sejam áridas e puramente especulativas, mas fervorosas, repletas de unção e práticas; que iluminem a mente e conduzam o espírito dos fiéis ao propósito e a realização da vida em coerência com aquilo que se crê” (pg 29).
 
Note-se a bela imagem arquitetônica do culto eucarístico, expresso na estrutura basilical que converge para o altar. É isto que o Vaticano II diz com outra imagem equivalente da Eucaristia, isto é, como “fons et culmen” (fonte e ápice) de toda a liturgia.
 
Não esqueçamos, enfim, a admoestação dirigida aos fiéis, para que haja uma identificação entre vida cristã e vida eucarística.
 
Iluminar
 
E vós, veneráveis irmãos, na vossa nobre missão de iluminar as mentes dos homens, falai freqüentemente do mistério eucarístico. Não se trata de fazer conhecer uma só verdade da nossa religião, mas os mistérios da fé por excelência. Por isso, precisa pregar a divina Eucaristia no tempo e fora do tempo, em todos os lugares e sempre. É necessário que em cada relacionamento social, que em cada ação externa nosso Senhor tenha sua parte, a fim de que, de qualquer modo, Cristo seja anunciado.
Falai, portanto, da presença real, do milagre da transubstanciação, das razões pelas quais foi instituída a Eucaristia e do modo com o qual se encontra imortal, impassível e glorioso, Cristo Senhor, rei dos reis, soberano de todos.
Explicai com freqüência como tão logo tenhais pronunciado sobre o pouco pão e o pouco vinho, as palavras: este é o meu corpo, este é o meu sangue, ainda que aos sentidos nada apareça, aquilo não será mais pão ou vinho, mas Jesus com todo seu ser, como Deus e como homem. Dizei de como esse pouco pão e esse pouco vinho, através de uma separação que ultrapassa toda ordem natural, permanecem separados da sua substância, contudo, subsistem; como um corpo que apesar de estar contido no pequeno espaço de poucas espécies, sem perder a sua natural extensão, um corpo verdadeiro, mas sem peso; um corpo que não está em toda parte, mas que não pode ser circunscrito em nenhum lugar; uma carne que se come, mas não se extingue; um alimento ofertado para muitos, sem dividir-se.
 
Predicai de como nas palavras: isto é o meu corpo, isto é o meu sangue, temos a mais perfeita solução do problema do Emanuel, do Deus conosco, solução que por muito tempo manteve suspenso o coração da humanidade que, sendo de origem divina, procura sempre se comunicar pessoalmente com seu princípio e fim último. Através daquelas palavras, de fato, não só Belém, Nazaré, Cafarnaum, Tiberíades, Jerusalém, enfim a Palestina, mas toda a terra passou a ser habitação do Homem-Deus. Agora Ele habita tanto nas basílicas das grandes cidades, como na rústica igreja que lhe oferece o pobre camponês, ou na tenda de folhas de árvore, onde o selvagem o adora; agora se tornou acessível a todos: tanto aos gregos, como aos bárbaros, ao povo de Israel, como aos filhos do deserto.
 
É verdade: nenhum intelecto criado, nem mesmo o angélico, somente com as forças naturais, chegará a compreender estes milagres da sabedoria, da potência e da bondade divina. Mas que importa? Ainda que se confunda a religião ou se rebelem as almas soberbas, que nada entendem dos mistérios de Deus, os fiéis, no entanto, por vossa palavra serão iluminados por aquela fé que é argumento não das coisas aparentes e descobrirão na Eucaristia o memorial de todas as maravilhas de um Deus bom e misericordioso. Só, então, experimentarão uma necessidade irresistível de correr para matar a sede na fonte de água que conduz à vida eterna; só então exclamarão com a Esposa dos Cânticos: Encontrei aquele que meu coração ama, segurei-o, não o largarei nunca mais (Cant., 3, 4).
 
Instrução prática
 
A instrução abstrata, especulativa, embora excelente, sozinha não basta, deve ser acompanhada pela prática. Se tantos cristãos, enquanto celebram os divinos mistérios, estão na Igreja desatentos, sem vontade e alheios a tudo quanto ali se realiza, é exatamente, porque só vêem nos sagrados ritos a forma exterior. Pois bem, ensinai-lhes a distinguir as diversas partes das sagradas funções, fazei-os, penetrar no espírito da sagrada liturgia; logo sua mente se concentrará em Deus e seus lábios, naturalmente, se abrirão em prece. Não existe espírito tão frio, que custe a subir do sensível aoMSCS - Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas intangível e não se sinta arrebatado pelo culto católico, o que converge para a Eucaristia, do mesmo modo que, nos templos levantados, pelos gênios cristãos, todas as linhas arquitetônicas são coordenadas para o santuário.
Especialmente ao instruir os jovens, procurem levá-los ao amor prático do augustíssimo Sacramento, acostumá-los a se recolherem e serem devotos na igreja, compenetrados pela santidade do lugar e pela majestade daquele que ali habita.
Nas crianças, como no germe a planta, está a sociedade do futuro. Daqui a poucos anos serão o povo do campo e da cidade. Essas pois, como cera mole, são aptas a receber qualquer mensagem. Se, antes que o hábito pestilento do mundo chegue a tocá-los, vós sabereis inspirar naqueles corações puros a devoção eucarística, esta não demorará a lançar raízes profundas e a desenvolver-se em vossas paróquias.
 
Escutar
 
Mas se é dever estreito dos sacerdotes o falar freqüente aos fiéis de tudo o que diz respeito à Eucaristia, é também dever destes escutar com solicitude esta palavra de vida eterna. Deixai, portanto, ó filhos amadíssimos, que agora me dirija a vós e vos diga com o apóstolo Paulo: “Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé” (2Cor 13,5).
 
Examinai com toda diligência e cognição se a fé eucarística está em vós íntegra ou diminuída, luminosa ou obscura, viva ou morta. De qualquer maneira, empenhai-vos, especialmente no tempo quaresmal, a melhor conhecê-la, a fim de que ela se torne o alimento mais suave do vosso intelecto, a delícia mais cara de vosso coração, o guia mais seguro de vossa peregrinação e possa dizer-se de vós, que verdadeiramente quereis viver a vida de cristã, a vida eucarística.
 
Dedicatória às Atas do Sínodo Eucarístico
 
O “ápice” conceitual dessa dedicatória está na visão de Jesus Cristo eucarístico como o Emanuel, isto é, o Deus conosco. Por essa sua “oculta presença” a história humana tem o seu peso específico divino, a sua luz e o vínculo da caridade. No superlativo “suavíssima” está toda a divina unção da piedade eucarística scalabriniana.
 
Ó Jesus Cristo
 
Senhor e salvador dos homens que ocultamente presente governas toda a história, na tua benevolência acolhe propício este Terceiro Sínodo Eucarístico a Ti humildemente ofertado pelo Bispo e pelo clero piacentino para uma feliz entrada no novo século.
 
Ó Emanuel
 
Caminho, Verdade e Vida por tua graça fujam as trevas refulja nas almas a tua suavíssima luz e os corações de teus fiéis sejam invadidos pela lei da caridade.
 
A comunhão é fonte da qual a alma extrai a água, que leva à vida eterna; é o lugar onde se cicatrizam as nossas feridas; é o princípio e o fim da união com Deus, elevada à mais sublime potência e, conduzida ao último grau de perfeição, na ordem presente. De fato, se na Encarnação o Verbo de Deus uniu-se, pessoalmente, à natureza humana, na comunhão se une, ainda mais, a nossa personalidade. De tal maneira, Ele diviniza a nossa essência, cristianiza o nosso ser individual, e sua união conosco, tem por símbolo aquela que transforma o alimento, na substância do corpo que o nutre. Por isso, os que comungam, como deixou escrito um santo doutor: têm Jesus na mente, no coração, no peito, nos olhos, na língua. O Salvador endireita, purifica, vivifica tudo. Ele ama com o coração, entende com a mente, infunde vigor no peito, vê com os olhos, fala através da língua e movimenta todas as outras faculdades. Ele realiza tudo em todos e estes não vivem mais para si mesmos, mas é o Verbo de Deus que vive neles e fixa às suas ações, metas mais nobres e elevadas e motivos mais puros e mais perfeitos.
 
  • Para informações ou para relatar graças obtidas pela intercessão do Servo de Deus, dirigir-se à Postulação geral dos Missionários Scalabrinianos.
 
MSCS - Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas

* Original em Italiano. Livre tradução de Ivo Prati – da Coleção: Giovanni Batista Scalabrini.
1296 acessos desde 23/05/2008

 

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